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IA no campo: assistentes gratuitos no WhatsApp ajudam o pequeno produtor

Ferramentas de inteligência artificial criadas pela Embrapa e pela CNA já respondem dúvidas do produtor pelo WhatsApp, sem custo. O Senar oferece cursos gratuitos sobre o tema. Mas o acesso digital ainda é um desafio: 84% da população rural não usa tecnologias digitais, segundo a Embrapa.

A inteligência artificial (IA) já chegou ao celular do produtor rural, e não é preciso ser especialista para usar. Hoje existem assistentes gratuitos que funcionam pelo WhatsApp, o mesmo aplicativo usado no dia a dia, e respondem dúvidas como se fossem um técnico de plantão.

Um deles é o RAImundo, criado pela Embrapa em parceria com os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário e com a startup AZap.AI. Voltado principalmente à agricultura familiar, ele tira dúvidas sobre manejo, clima, solo, pragas e produção sustentável, com linguagem simples. Também explica etapas e documentos de programas como o Pronaf, o PAA e o PNAE, e tem um balcão digital para compra e venda de insumos, alimentos e equipamentos. Segundo os desenvolvedores, foi pensado para funcionar até em áreas com internet fraca.

Outro é o JoIA, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Gratuito, ele ajuda na gestão da propriedade com informações sobre custos de produção, preços de insumos e produtos da região, relação de troca, previsão do tempo e lembretes personalizados. Quando a dúvida é técnica, indica cartilhas e cursos do Senar. O acesso é pelo número (61) 99844-8367.

Para quem quer aprender, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) lançou em julho a trilha gratuita “IA aplicada ao agro”, com cinco cursos no Senar Play, do básico até a gestão da produção.

Os desafios ainda são grandes. Dados do projeto Semear Digital, da Embrapa, mostram que 84% da população rural brasileira não tem acesso às tecnologias digitais. A Embrapa também desenvolve uma IA própria, baseada em suas pesquisas, para dar respostas mais precisas e evitar erros, chamados de “alucinações”.

Para o pequeno produtor do Maranhão e do Médio Mearim, a vantagem é ter uma orientação rápida no bolso, sem custo, na hora em que a dúvida aparece na roça. Dá para perguntar sobre uma praga, conferir o tempo, organizar os custos ou entender os documentos do Pronaf. Mas a IA ainda pode errar. Por isso, use as respostas como ponto de partida e confirme com um técnico de assistência rural antes de aplicar defensivo, mudar o manejo ou fechar negócio.

A inteligência artificial não substitui o conhecimento de quem vive da terra, mas pode ser uma boa ajudante. Comece pelo WhatsApp, pergunte sem medo e sempre confira as orientações com quem entende.

Fontes: Embrapa, CNA e Senar, com informações de Agrolink, Band, Canal Rural, Revista Cultivar e Globo Rural.

Redação

Agro101

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