Levantamento de pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, publicado pela editora Elsevier em 7 de outubro, inclui 24 cientistas de 13 unidades da Embrapa. A lista avalia o impacto das publicações ao longo da carreira e em 2025, com base nas citações registradas na base Scopus.
A pesquisa agropecuária brasileira voltou a aparecer entre as de maior destaque no mundo. Um levantamento feito por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e publicado no site da editora Elsevier em 7 de outubro aponta 24 cientistas de 13 unidades da Embrapa entre os de maior impacto científico do planeta.
Na edição anterior, divulgada em 2025, a empresa havia emplacado 25 nomes. Desta vez, a lista traz dois pesquisadores que não apareciam no levantamento passado.
O ranking usa a base de dados Scopus e mede o impacto das publicações em dois recortes: ao longo de toda a carreira, até o fim de 2025, e apenas no ano de 2025. Entre os critérios estão as citações recebidas e o índice h, que considera os artigos mais citados de cada autor, além de um indicador composto que valoriza o impacto dos trabalhos, e não a quantidade. Entram na seleção os 100 mil pesquisadores com melhor pontuação nesse indicador ou os que estão entre os 2% mais bem colocados em suas subáreas, num universo de 20 áreas e 174 subáreas do conhecimento.
Na lista aparecem nomes ligados a tecnologias usadas no campo, como Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, referência em fixação biológica do nitrogênio, e Jayme Barbedo, da Embrapa Agricultura Digital, que trabalha com reconhecimento de doenças em plantas por imagens e contagem de bovinos com drones. Também integram a relação Sérgio Tonetto de Freitas, da Embrapa Semiárido, e Morsyleide Rosa, da Embrapa Agroindústria Tropical. Para Morsyleide, o resultado reflete um novo cenário de investimentos, em que o Nordeste ganha cada vez mais espaço na produção científica nacional.
Para o produtor, um ranking de cientistas pode parecer distante da lida, mas muitas tecnologias usadas na roça nascem desse tipo de pesquisa. A fixação biológica do nitrogênio, por exemplo, permite substituir parte do adubo químico nitrogenado pelo trabalho de bactérias, com vantagens econômicas, sociais e ambientais, segundo a Embrapa. Outros pesquisadores da lista atuam com controle biológico de pragas, bioinsumos, identificação de doenças por imagem e reprodução de bovinos. É desse trabalho que saem soluções para produzir com menos custo e mais cuidado com a terra.
O reconhecimento internacional reforça o peso da ciência agropecuária brasileira. Para o campo, o recado é acompanhar as tecnologias da pesquisa pública e buscar orientação técnica para usá-las na propriedade.
Fonte: Embrapa – Portal Embrapa
