O tomate subiu 37,76% em setembro e liderou a alta dos alimentos no IPCA, ao lado da batata-inglesa e da cebola. O grupo Alimentação e Bebidas avançou 0,83% no mês, depois de três meses seguidos de recuo, e ajudou a inflação a fechar em 0,82%.
A comida voltou a pesar no bolso do brasileiro em setembro. Depois de três meses seguidos de queda, o grupo Alimentação e Bebidas subiu 0,83% no IPCA, o índice oficial de inflação, e o tomate foi o grande responsável pela virada.
O fruto ficou 37,76% mais caro no mês. Na sequência vieram a batata-inglesa, com alta de 24,07%, a cebola, com 10,14%, e o arroz, com 4,56%. As carnes também subiram, mas em ritmo menor: 0,63%. Com esses produtos, a alimentação dentro de casa avançou 0,96%.
Nem tudo ficou mais caro. O frango inteiro caiu 1,96%, o frango em pedaços recuou 1,41% e as frutas tiveram baixa de 1,12%.
Comer fora de casa também pesou mais. A alimentação fora do domicílio passou de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro. A refeição subiu de 0,18% para 0,49%, enquanto o lanche desacelerou, de 0,62% para 0,47%.
No índice geral, o IPCA marcou 0,82% em setembro, depois de uma queda de -0,32% em agosto, uma diferença de 1,14 ponto percentual. Em setembro de 2025, a taxa havia sido de 0,48%. No ano, a inflação acumula 3,95%. Em 12 meses, chega a 4,58%, acima dos 4,22% registrados no período anterior.
Os alimentos foram o terceiro grupo que mais pesou no resultado do mês. À frente ficaram Habitação, com alta de 2,31%, e Transportes, com 0,89%.
Para quem planta tomate, batata e cebola, setembro foi um mês de preços mais altos na ponta, no bolso do consumidor. É um bom sinal para acompanhar de perto as cotações nas centrais de abastecimento e nas feiras antes de fechar a venda da colheita. Já para o criador de frango, o momento pede atenção, porque a carne de frango ficou mais barata no mês. E para todo produtor, que também compra comida para a família e para os trabalhadores, a alta do arroz e das hortaliças pesa no orçamento da propriedade.
Setembro mostrou que poucos produtos da horta podem mudar o rumo da inflação. Acompanhar os preços mês a mês ajuda o produtor a decidir a hora certa de vender e de comprar.
Fonte: CNN Brasil
