Em São Lourenço, no Sul de Minas Gerais, o empresário e cafeicultor Luiz Paulo Dias Pereira Filho mantém uma loja onde visitantes provam cafés especiais sem limite. A ideia é estimular a venda e ampliar o consumo no Brasil, e, segundo ele, o modelo será levado à capital paulista até o fim do ano.
Uma loja em São Lourenço, no Sul de Minas Gerais, está usando a degustação gratuita para atrair quem ainda não conhece os cafés especiais, feitos com grãos de alta qualidade. No espaço, chamado de “Escola Modelo”, o visitante pode provar a bebida sem limite de quantidade ou de variedade, das opções mais simples às mais caras.
O idealizador é o empresário e produtor Luiz Paulo Dias Pereira Filho, que usa o local como uma espécie de laboratório para medir a reação do público à sua produção. Segundo ele, dezenas de pessoas passam pelo espaço todos os dias. Além dos cafés próprios, a loja oferece produtos de parceiros, feitos em pequenas quantidades, os chamados micro e nanolotes.
A proposta junta prova gratuita e venda no mesmo endereço. A aposta é que, depois de experimentar, o visitante compre café para levar para casa ou para presentear. “Quero minhas lojas cheias, todos os dias”, disse o empresário à CNN Brasil. Ele também quer ensinar o cliente a preparar a bebida, da moagem à quantidade de pó, para repetir em casa o sabor provado na loja.
De acordo com o cafeicultor, o modelo será levado para a cidade de São Paulo até o fim do ano, e a intenção é abrir outras lojas pelo país. Ele não revelou quanto investiu nem quanto lucrou, mas pretende aplicar os recursos em lavouras de espécies exóticas e cafés premium.
Na fazenda em Carmo de Minas (MG), Luiz Paulo mantém o projeto Rarus, com cultivo da espécie Coffea eugenioides. Segundo ele, a produção chega a dez sacas de 60 quilos por ano, vendidas por US$ 20 mil cada a compradores da Espanha, Itália, Arábia Saudita e Taiwan. Em leilões nas redes sociais, 70 gramas de café geisha saíram por R$ 3 mil em maio, e um lote de 100 gramas, com sete dias de fermentação a frio, chegou a R$ 10 mil.
A experiência mostra que deixar o cliente provar, explicar como o produto é feito e ensinar como usá-lo pode transformar curiosidade em venda. Para o produtor rural, a lição vai além do café: agregar valor e aproximar o produto de quem compra pode abrir novos mercados. A estratégia pode servir de referência também para quem produz em pequena escala no Maranhão, como mel, queijo, farinha ou polpa de fruta, e busca vender direto ao consumidor, com um produto de qualidade e uma boa história para contar.
Degustação, orientação ao cliente e produto de qualidade estão no centro dessa aposta. A abertura da loja em São Paulo, prevista para o fim do ano, vai mostrar se o modelo funciona fora de Minas.
FONTE:
CNN Brasil (reportagem de Isadora Camargo)
