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Patas de cães e gatos dão sinais de problemas de saúde; saiba o que observar

Rachaduras, vermelhidão, crostas, feridas e mudança repentina de cor nas almofadinhas das patas podem indicar problemas, alerta o médico veterinário Gustavo Jorge Gonçalves. Segundo ele, o tutor deve conhecer o padrão do próprio animal e buscar atendimento quando houver dor, inchaço, sangramento ou dificuldade para caminhar.

As almofadinhas das patas de cães e gatos trabalham mais do que parece. Elas amortecem impactos, protegem as articulações, ajudam no equilíbrio e diminuem o contato direto com o chão. Como vivem expostas a piso quente, superfície áspera, produtos químicos e objetos cortantes, também podem mostrar que algo não vai bem.

Engana-se quem pensa que pata saudável é sempre rosada e macia. A cor varia entre rosa, preto, marrom ou uma mistura delas, e uma pele um pouco mais grossa pode ser normal, principalmente em cães que andam muito.

Para o médico veterinário Gustavo Jorge Gonçalves, o segredo é perceber mudanças em relação ao jeito de sempre das patas do animal, com atenção redobrada a dor, inchaço, feridas, secreção e dificuldade para andar.

Rachaduras profundas, sangramento e sensibilidade merecem cuidado. O engrossamento exagerado pode estar ligado à hiperqueratose, que é o acúmulo de queratina na pele. Vermelhidão e inchaço podem indicar inflamação por alergia, produtos irritantes, queimadura, infecção ou objetos como espinhos, cacos de vidro e pedrinhas.

O comportamento também conta. Lamber ou morder as patas sem parar, mancar, evitar apoiar uma perna ou passear menos são sinais de alerta.

Crostas não devem ser arrancadas, e pomadas ou cremes por conta própria podem piorar a irritação ou fazer mal se o animal lamber. Se houver sangramento, uma compressão cuidadosa com gaze ou pano limpo ajuda até a chegada ao atendimento. Objetos muito presos não devem ser tirados em casa.

Nos dias quentes, asfalto e concreto podem queimar as almofadinhas, alerta também a Universidade Cornell. A dica é passear cedo ou no fim da tarde, buscar sombra e testar a temperatura do chão antes de sair. Depois do passeio, lave as patas com água e seque bem, inclusive entre os dedos.

No campo, os cães costumam acompanhar o dono na lida, andando por pasto, terreiro e estrada de chão, o que aumenta o contato com espinhos, pedras, chão quente e produtos químicos usados na propriedade. Por isso, dar uma olhada rápida nas patas depois do trabalho ou dos passeios é um cuidado simples que pode evitar dor e gastos maiores lá na frente. Outra lição importante é não usar remédio, pomada ou receita caseira sem orientação. Quando o animal manca ou sangra, o melhor caminho é o veterinário.

Olhar as patas leva poucos minutos e pode evitar que um problema pequeno vire um grande. Diante de dor, sangramento, secreção ou manqueira, a orientação é procurar atendimento sem demora.

 

 

FONTE:
A Lavoura, revista da Sociedade Nacional de Agricultura (coluna Pet & Cia, com informações da WeVets)

Redação

Agro101

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