Levantamento do Cepea mostra que, na parcial de setembro, a cotação média do frango resfriado superou a da carcaça especial suína, algo que não se via desde junho de 2004. A alta vem da procura maior no mercado interno, do bom desempenho das exportações e da oferta mais ajustada.
Na média de preços da parcial de setembro, o frango resfriado, aquele vendido refrigerado e sem congelar, ficou mais caro que a carcaça especial suína. A situação não era registrada desde junho de 2004, conforme a série histórica do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), que começou em janeiro daquele ano. As informações foram divulgadas pelo portal Notícias Agrícolas na sexta-feira (25).
A virada aconteceu porque a carne de frango se valorizou com mais força ao longo do mês. A carcaça suína também subiu, mas em ritmo mais moderado.
De acordo com pesquisadores do Cepea, as cotações da carne de frango vêm subindo desde o início de setembro. Três fatores puxam esse movimento: a procura maior no mercado interno, o bom desempenho das exportações e uma oferta doméstica mais ajustada, com menos produto sobrando.
Agentes do setor consultados pelo Cepea apontam setembro como o melhor período deste ano em volume de vendas. O resultado chega depois de meses de preços em queda, provocados pela demanda fraca e pela oferta elevada no atacado paulista.
Para quem cria frango, o momento é de preços melhores depois de meses difíceis. Com a procura aquecida dentro e fora do país e menos produto sobrando no mercado, o avicultor, inclusive o criador do Maranhão, pode encontrar um cenário mais favorável na hora de negociar. Ainda assim, vale acompanhar as cotações de perto, já que a alta veio logo depois de um período de oferta elevada e demanda fraca. Para o criador de porcos, o levantamento mostra que a carcaça suína subiu menos e perdeu espaço na comparação de preço com o frango.
A alta do frango mostra o peso da demanda e da oferta ajustada sobre os preços. Os próximos levantamentos vão indicar se o bom ritmo de vendas de setembro continua nas próximas semanas.
FONTE:
Notícias Agrícolas (com informações do Cepea)
