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Encontro “Conexão Tecnológica” reúne suinocultores de sete estados do Nordeste para discutiu manejo reprodutivo, nutrição e genética para produtores independentes

A Topigs Norsvin, empresa de genética suína, reuniu suinocultores do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas durante o evento Conexão Tecnológica, realizado nos dias 27 e 28 de agosto, no Hotel Vila Galé, em Fortaleza (CE), com apoio de representantes parceiros locais.

Segundo a empresa, o Nordeste é considerado um polo estratégico de expansão nacional para a suinocultura, com a região vivendo um movimento contínuo de profissionalização dos produtores. Atualmente, a empresa afirma deter 80% do mercado de produtores de suínos da região, com liderança tanto na linha fêmea quanto na linha macho de genética suína.

Foco no produtor independente

O coordenador de Território, Fagner Vieira, explicou que a programação teve como foco atender às demandas práticas de clientes 100% independentes, entregando conhecimento para otimizar o manejo e a rentabilidade das granjas.

O público do evento reuniu tanto parceiros de longa data — com cerca de 20 anos de relação com a empresa — quanto novos clientes e potenciais investidores da região, que participaram de uma programação voltada aos principais pilares da produção suína moderna.

Temas técnicos abordados

O debate aprofundou os cuidados necessários para extrair o máximo potencial produtivo da fêmea suína, da reprodução às estratégias de alimentação voltadas à sustentabilidade e à eficiência. A programação também tratou da performance e da qualidade de carcaça da linha genética TN Duroc, relacionando consumo, saúde e fisiologia do animal ao desempenho da granja. O evento incluiu ainda a apresentação de cases de sucesso com resultados práticos obtidos por produtores que já aplicam essas tecnologias.

Segundo o diretor de Negócios e Marketing para América Central, Caribe e América do Sul da empresa, Adauto Canedo, o objetivo da empresa é levar ao produtor independente o mesmo nível de genética e de inteligência de manejo usado nos grandes centros de produção mundial.

O que isso significa para o Maranhão

O evento reforça um movimento que já é sentido nos polos produtivos maranhenses. O Maranhão abriga o quarto maior rebanho de suínos do Nordeste, com efetivo que historicamente ultrapassa 1,2 milhão de cabeças, segundo a Fundação de Amparo à Pesquisa, Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fundepec-MA). As principais concentrações da atividade no estado — com maior produtividade e presença de plantas de abate — estão nos municípios de Balsas e Imperatriz, de acordo com a Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED-MA).

Apesar do volume expressivo do rebanho, a suinocultura maranhense ainda apresenta baixa tecnificação na média geral, e o avanço da comercialização depende da melhoria do manejo sanitário e da organização da cadeia produtiva local — exatamente os pontos que eventos como o Conexão Tecnológica buscam fortalecer entre os produtores independentes da região.

Programas de assistência técnica conduzidos pelo SENAR-MA, em parceria com a AGED-MA, também têm ajudado a transformar pequenas criações domésticas — muitas vezes com apenas 2 a 3 matrizes, em negócios mais estruturados, com até 12 matrizes, representando ganho financeiro relevante para famílias do interior do estado.


FONTE: Topigs Norsvin (assessoria de imprensa), publicado por Agita Brasil, Tribuna do Sertão, Revista Kdea 360 e Maranhão Hoje, com contexto complementar da Fundepec-MA e AGED-MA

Redação

Agro101

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