Encontro virtual realizado na quarta-feira (30) avaliou o trabalho dos bancos mantidos em 12 unidades da Embrapa nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul. As coleções guardam cerca de 200 espécies, como caju, cajá, bacuri e cupuaçu, e preservam plantas que, em muitos casos, já sumiram de onde nasciam naturalmente.
A Embrapa realizou na quarta-feira (30), de forma virtual, o Workshop do Projeto Bancos Ativos de Germoplasma de Fruteiras Nativas. O encontro reuniu curadores, pesquisadores e bolsistas para apresentar, discutir e acompanhar as atividades de 35 bancos de germoplasma, que são coleções vivas de plantas. Esses bancos ficam em 12 unidades da empresa nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul.
A iniciativa é um dos 16 grandes projetos ligados à Rede de Recursos Genéticos (Regen) da Embrapa. Os bancos guardam cerca de 200 espécies e mais de 4,2 mil amostras, coletadas em seis biomas: Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado, Pantanal e Pampa. As plantas são conservadas no campo, em câmaras frias e em laboratório, no sistema in vitro.
Entre as frutas preservadas estão espécies de grande peso econômico, como abacaxi, maracujá, caju, goiaba e cupuaçu. Também há frutas apontadas como Plantas para o Futuro, entre elas cajá, umbu, mangaba, bacuri, camu-camu, pitanga, baru, jenipapo, jabuticaba e araçá, além de espécies pouco conhecidas, como pajurá, tuturubá e castanha-de-cotia.
O coordenador do projeto, Josué Francisco da Silva Júnior, da Embrapa Tabuleiros Costeiros, em Aracaju (SE), destacou o papel dos 23 curadores. Segundo ele, muitas dessas plantas já desapareceram dos locais onde nasciam naturalmente. Marcos Aparecido Gimenes, coordenador do Sistema de Curadorias da Embrapa, ressaltou que o trabalho é importante para a sustentabilidade da agricultura e do extrativismo.
Além de conservar, os bancos fazem coleta em áreas de vegetação nativa, avaliam as plantas e selecionam materiais para os agricultores. Desde a criação da Embrapa, 68 cultivares dessas espécies já foram lançadas.
Para o produtor maranhense, esse trabalho tem efeito prático. Os bancos genéticos são a base para novas variedades, como as 68 cultivares já lançadas, com destaque para caju, maracujá, cupuaçu, abacaxi e umbu. A lista de espécies guardadas inclui frutas presentes em quintais e roças do estado, como caju, cajá, bacuri e jenipapo. Além da fruta, essas plantas fornecem matéria-prima para remédios, cosméticos, fibras, resinas, látex, gomas e corantes, o que abre caminho para renda tanto no extrativismo quanto em pomares comerciais.
Conservar essas frutas hoje garante sementes e mudas para o futuro. Quem quiser se aprofundar pode baixar gratuitamente o livro A arca de Noé das frutas nativas brasileiras, disponível no site da Embrapa.
FONTE:
Embrapa Tabuleiros Costeiros (Portal Embrapa)
