Estudo da Oxford Economics, encomendado pela Bayer e divulgado no dia 15 de outubro de 2026, compara o desempenho agrícola entre 2011 e 2023. Segundo o levantamento, custos de produção, riscos climáticos e barreiras à tecnologia travam a agricultura europeia, enquanto o Brasil se destaca em crescimento e produtividade.
Entre 2011 e 2023, a produção das lavouras brasileiras cresceu, em média, 3,3% ao ano. Na União Europeia, o avanço foi de apenas 0,1% ao ano. Os números são de um estudo da consultoria Oxford Economics, encomendado pela Bayer e divulgado na quinta-feira (15).
O levantamento compara a Europa com Estados Unidos, Brasil, China, Canadá e Índia. Os Estados Unidos cresceram 1% ao ano, China, Canadá e Índia ficaram entre 2% e 3%, e a média mundial foi de 2%. Na comparação da produção média de 2011 a 2023 com a de 2000 a 2010, o Brasil teve alta de 51%, contra 2% da União Europeia.
Na produtividade total dos fatores, índice que mede quanto se produz com o uso de terra, trabalho, capital e insumos, somando lavouras, pecuária e aquicultura, o Brasil cresceu 2,4% ao ano entre 1990 e 2023. Ficou atrás só da China, com 2,8%. A União Europeia teve 1%.
Para a consultoria, o resultado europeu está ligado aos custos de produção, às restrições ambientais, aos menores investimentos e ao tamanho das propriedades, de 17,8 hectares em média. Entre 2020 e 2025, os fertilizantes ficaram 60% mais caros no bloco, e a energia, 51%. O estudo também considera que países que partiram de produtividade menor que a europeia têm mais espaço para crescer.
Na tecnologia, o Brasil se destaca nas variedades geneticamente modificadas, que, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos citados no relatório, representam 99% da produção brasileira de soja e algodão. Uma pesquisa da McKinsey mostrou que 53% dos produtores brasileiros entrevistados usavam pelo menos uma tecnologia agrícola em 2024, contra 46% na Europa e 74% nos Estados Unidos.
Para o produtor do Maranhão, o estudo mostra que o campo brasileiro tem crescido mais que concorrentes de peso, com mais produção e mais eficiência no uso da terra e dos insumos. Os dados apontam o peso da tecnologia na competitividade: sementes melhoradas, proteção da lavoura e ferramentas digitais aparecem como diferenciais. O caso europeu mostra como adubo e energia mais caros e o clima podem frear a produção. Vale lembrar que o levantamento foi encomendado pela Bayer, empresa do setor de insumos agrícolas.
O estudo coloca o Brasil à frente da Europa em crescimento e produtividade e reforça que custo de insumos, clima e acesso à tecnologia definem a competitividade da agricultura. O AGRO 101 segue acompanhando os números do campo.
FONTE:
Revista Cultivar, com base em estudo da Oxford Economics encomendado pela Bayer
