Presidente americano elogiou a qualidade da carne dos dois países e anunciou nova regra de rotulagem de origem para carne importada, dentro de pacote de medidas para conter os preços nos Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (4/9) que a maior parte da carne bovina importada pelo país para reduzir os preços ao consumidor virá do Brasil e da Argentina. As declarações foram feitas durante a assinatura de duas ordens executivas voltadas ao setor pecuário americano.
Segundo Trump, o produto vindo dos dois países é “muito limpo, é muito bom”, disse ele na Casa Branca, mencionando que os Estados Unidos mantêm inspetores atuando nesses países.
Cota adicional de importação
Questionado por jornalistas sobre quais países fornecerão a carne bovina dentro da medida anunciada na semana anterior para conter a alta dos preços, o presidente respondeu que, neste momento, os volumes virão principalmente de Brasil e Argentina, podendo incluir outros países no futuro. Segundo ele, a medida está sendo aplicada de forma limitada porque os próprios pecuaristas americanos já conseguem atender ao mercado interno.
As declarações detalham uma medida anunciada anteriormente pela Casa Branca, que abriu uma cota temporária adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra com tarifa reduzida, para abastecer o mercado americano diante da oferta doméstica restrita e dos preços recordes da carne no país. Até então, o governo americano não havia informado quais países forneceriam esse volume adicional.
Segundo Trump, a importação extra busca dar suporte aos pecuaristas dos Estados Unidos enquanto o rebanho do país se recupera, ao mesmo tempo em que reduz o preço da carne para os consumidores americanos.
Nova regra de rotulagem de origem
Durante o evento, Trump também anunciou uma ordem executiva para ampliar a identificação da origem da carne bovina importada pelos Estados Unidos. Segundo o presidente, o governo passará a exigir a rotulagem do país de origem em toda carne bovina estrangeira comercializada no mercado americano.
A medida integra um pacote mais amplo de ações voltadas ao setor pecuário dos Estados Unidos, que também prevê mudanças nas regras de processamento de carne e ações de apoio aos produtores rurais americanos.
Processamento direto ao consumidor
Trump anunciou ainda um programa que permitirá que pecuaristas americanos de pequeno, médio e grande porte processem e vendam carne diretamente aos consumidores, sem depender das grandes empresas de processamento. Segundo o presidente, o objetivo é aumentar a concorrência no mercado de carne bovina e reduzir a dependência dos grandes frigoríficos, com o governo simplificando regulamentações sanitárias e de segurança para facilitar esse processamento, mantendo as inspeções federais.
O presidente voltou a atribuir ao governo do ex-presidente Joe Biden a redução do rebanho bovino americano, afirmando que os pecuaristas dos Estados Unidos estão reconstruindo seus plantéis e que a recuperação da produção doméstica deve permitir reduzir a necessidade de importações no futuro.
FONTE: CNN Brasil (Gabriella Weiss)
