Pesquisa do IBGE divulgada nesta quarta-feira (30) mostra que o rebanho bovino do país caiu 1,7% em 2025, para 234,3 milhões de cabeças, queda que o instituto liga ao aumento dos abates. Ao mesmo tempo, o Nordeste foi a única região a ampliar o gado, e o valor da produção pecuária chegou a R$ 141,2 bilhões.
O Brasil fechou 2025 com menos bois e vacas no pasto. Segundo a Pesquisa da Produção da Pecuária Municipal, divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rebanho bovino do país somou 234,3 milhões de cabeças, queda de 1,7% em relação a 2024. É o segundo ano seguido de recuo.
O instituto relaciona a redução ao aumento dos abates nos últimos quatro anos, principalmente de fêmeas.
O Centro-Oeste continua com o maior rebanho, 72,2 milhões de cabeças, mas teve a terceira queda seguida, de 3,7%. O Norte ficou com 63,4 milhões de animais, o Sudeste com 37,3 milhões e o Sul com 24,1 milhões, todos com redução. O Nordeste foi a única região em que o gado aumentou: alta de 2,2%, para 37,3 milhões de cabeças.
Mesmo com menos animais, a pecuária brasileira gerou R$ 141,2 bilhões em valor de produção, recorde da série e 6,2% acima de 2024. O leite de vaca respondeu pela maior parte, com R$ 89,5 bilhões.
O volume de leite chegou a 36,7 bilhões de litros, terceiro recorde seguido, embora o número de vacas ordenhadas tenha caído para 14,7 milhões, o menor da série histórica, iniciada em 1974. Cada vaca produziu, em média, 2.498,7 litros no ano. De acordo com o IBGE, o resultado vem do clima favorável, dos investimentos em genética e manejo e da reorganização da produção. O Nordeste respondeu por 6,6 bilhões de litros.
A pesquisa também registrou recordes nos rebanhos de caprinos (cabras), com 13,5 milhões, e de ovinos (ovelhas), com 22,3 milhões. O Nordeste concentra 96,6% das cabras e 75,8% das ovelhas do país. Na produção de mel, que chegou a 71,3 mil toneladas, o município maranhense de Santa Luzia do Paruá está entre os cinco maiores produtores do Brasil.
Para quem cria gado no Maranhão e no Médio Mearim, a pesquisa traz um sinal de destaque: o Nordeste foi a única região do país a aumentar o rebanho bovino em 2025. No leite, os dados mostram que o país conseguiu tirar mais litros com menos vacas, resultado que o IBGE também liga à genética e ao manejo, que é o jeito de cuidar do rebanho no dia a dia. Para criadores de cabras, ovelhas e abelhas, a força do Nordeste e a presença de um município maranhense entre os maiores produtores de mel mostram o peso dessas atividades na região.
O retrato de 2025 mostra que, com menos animais no pasto, produzir mais por cabeça fez diferença. Para o Nordeste, os números confirmam a região em crescimento na pecuária nacional.
FONTE:
CNN Brasil (com dados do IBGE)
