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Porco sobe pela primeira vez no ano, mas ração cara segura o ganho do criador

Depois de cair quase 50% em 2026, o preço do suíno vivo reagiu em setembro, puxado pela procura maior por carne, segundo o Cepea. Só que milho e farelo de soja também subiram, e o poder de compra do suinocultor caiu pelo terceiro mês seguido.

O criador quer saber se está ganhando com o porco mais caro. A resposta é: o preço subiu, mas ainda não dá para comemorar.

Segundo o Cepea, centro de pesquisa ligado à Universidade de São Paulo, o suíno vivo e a carcaça tiveram em setembro a primeira alta de 2026. A melhora veio da oferta menor de carne e da procura maior dentro do país. Os frigoríficos também compraram animais em ritmo mais forte e constante ao longo do mês.

A alta chegou depois de um tombo. No começo de setembro, o quilo do suíno vivo em São Paulo bateu R$4,83, o menor valor desde junho de 2020. Isso é quase 50% abaixo dos R$8,91 do fim de 2025, segundo o portal Farmnews, com dados do Cepea. A explicação apontada é a produção recorde de carne suína no Brasil.

Em meados do mês veio a virada. No dia 16 de setembro, o suíno vivo em São Paulo foi cotado a R$ 5,01 por quilo e a carcaça especial chegou a R$ 7,85.

O problema está do lado do custo. Em setembro, milho e farelo de soja ficaram mais caros, e o poder de compra do suinocultor caiu pelo terceiro mês seguido. Mesmo com a reação, a média do mês ficou abaixo da de agosto por causa da queda da primeira semana. Para o Cepea, a alta ainda precisa cobrir a ração mais cara para o criador voltar a respirar. Os cortes vendidos ao consumidor, por outro lado, ficaram mais baratos.

A expectativa para outubro é boa. Agentes ouvidos pelo Cepea esperam uma primeira semana favorável, com o consumo maior das famílias no início do mês e a indústria fazendo estoque para as festas de fim de ano.

Não há indicador oficial de preço do porco para o Maranhão. Os números do Cepea são de São Paulo, Minas e do Sul, mas servem de referência para o criador do Médio Mearim negociar com o marchante ou o frigorífico. Antes de vender, faça a conta. Quanto gastou de milho e ração por animal? O preço oferecido cobre esse gasto? Com a demanda de fim de ano chegando, evite vender com pressa e na baixa. Também é hora de planejar a compra de milho, que voltou a subir e pesa no bolso.

O porco reagiu, mas o lucro do criador depende do custo da ração. Fazer as contas e acompanhar o mercado até dezembro é o caminho para vender melhor.

FONTE:
Cepea/Esalq-USP (via Folha Agrícola e Canal Rural); Farmnews; Feedfood

Redação

Agro101

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