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Piscicultura cresce 7,1% e chega a 783 mil toneladas; tambacu lidera no Maranhão

Pesquisa do IBGE mostra que a criação de peixes no Brasil rendeu R$ 8,5 bilhões em 2025, com a tilápia respondendo por 68,2% do volume. No Maranhão, o destaque são os peixes redondos, e Bom Lugar, no Médio Mearim, aparece entre os maiores produtores de tambacu do estado.

A criação de peixes em viveiros e açudes segue crescendo no Brasil. Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do IBGE, o país produziu 783 mil toneladas de peixes de cultivo em 2025, alta de 7,1% em relação a 2024. O valor da produção chegou a R$ 8,5 bilhões, avanço de 9,6%.

A tilápia continua no comando: foram 533,7 mil toneladas, crescimento de 5,4%, o que representa 68,2% de todo o peixe cultivado no país. O Paraná lidera, com 214,2 mil toneladas de peixes no total, alta de 6,2%, seguido por São Paulo e Rondônia. O município campeão é Morada Nova de Minas (MG), com 32,4 mil toneladas, à frente de Nova Aurora e Palotina, no Paraná.

O Centro-Oeste, apesar de ter a menor fatia entre as regiões (13,6%), foi o que mais cresceu: 28,9%. Fora dos peixes, o camarão bateu recorde, com 172,4 mil toneladas e R$ 3,6 bilhões, e a criação de ostras, vieiras e mexilhões subiu 3,3%, para 9,9 mil toneladas.

No Maranhão, o cenário é diferente do nacional. Pelos dados do IBGE, o peixe mais criado no estado é o tambacu (ou tambatinga), com 12.219.480 kg em 2025, seguido pelo tambaqui, com 8.076.003 kg, e pela tilápia, com 5.295.461 kg. Matinha lidera a produção de tambacu, com 2.604.500 kg, e Bom Lugar, no Médio Mearim, vem em segundo, com 1.051.000 kg.

Para o piscicultor do Médio Mearim, os números mostram que o peixe tem mercado e espaço para crescer. Além de Bom Lugar, a região tem produção de tambacu em Bacabal, com 208.635 kg, São Luís Gonzaga do Maranhão, com 135.000 kg, e Trizidela do Vale, com 130.000 kg. Pedreiras registrou 15.200 kg. Para o pequeno produtor, o açude pode virar renda e comida na mesa da família. Para quem já produz mais, a procura em alta pede atenção à qualidade da água, à ração e ao manejo.

A piscicultura brasileira fecha 2025 em alta, puxada pela tilápia. No Maranhão, os peixes redondos mostram a força dos criadores locais e apontam caminhos para quem quer investir no açude.

FONTE:
Aquaculture Brasil, com dados do IBGE – Pesquisa da Pecuária Municipal 2025

Redação

Agro101

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