Fernanda Machiaveli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, afirmou nesta terça-feira (22) que o fenômeno climático não deve provocar alta nos preços dos alimentos no Brasil. Segundo ela, a previsão de safras recordes de grãos e ações como formação de estoques, subvenção e crédito ajudam a manter os preços estáveis.
A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, afirmou nesta terça-feira (22) que o El Niño previsto para este ano não deve mexer no preço da comida no Brasil. A declaração foi dada em entrevista coletiva para apresentar os resultados de um leilão de milho realizado neste mês.
“Não vamos ter impacto do El Niño neste ano, afetando o preço de alimentos”, disse a ministra. Segundo ela, 25 das 27 capitais já registraram queda nos preços dos alimentos pelo terceiro mês seguido, e a expectativa é de estabilidade.
Para sustentar a avaliação, Machiaveli citou a previsão de safras recordes em todos os grãos, o que garante oferta de alimentos dentro do país. Ela também destacou a volta da subvenção, uma ajuda do governo que assegura os preços mínimos e incentiva o produtor a continuar vendendo mesmo quando o mercado internacional paga menos.
O presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Silvio Porto, também ligou a política de estoques ao comportamento dos preços. Ele informou que a companhia, em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), ampliou o acompanhamento dos preços de 17 para 27 capitais.
O fenômeno está ganhando força. O Centro de Previsão Climática da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) aponta mais de 90% de chance de um El Niño muito forte no outono e inverno do Hemisfério Norte de 2026. No Brasil, a tendência é de mais chuva no Sul e menos no Norte e no Nordeste, repetindo 2024, mas com intensidade maior.
Como prevenção, o governo está antecipando a compra e a entrega de cestas de alimentos para áreas mais vulneráveis. A ministra citou o Norte, onde o transporte depende dos rios, e populações do Sul que possam ser atingidas por enchentes.
Para quem planta no Nordeste, região onde fica o Maranhão, o recado tem dois lados. De um lado, a previsão é de menos chuva no Norte e no Nordeste com o El Niño, o que exige atenção redobrada no planejamento da roça. De outro, o governo afirma que a volta da subvenção ajuda a garantir o preço mínimo e mantém o produtor no mercado mesmo com preços baixos lá fora. Vale acompanhar a previsão do tempo e buscar informação sobre os instrumentos de apoio à venda da produção.
O governo conta com safra cheia e estoques para evitar alta nos alimentos. No campo, a previsão de menos chuva no Nordeste pede planejamento e atenção nas próximas safras.
FONTE:
CNN Brasil (Cristiane Noberto)
