Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mandarová: a lagarta que pode destruir um mandiocal em poucos dias e como identificá-la a tempo

Considerada uma das pragas mais agressivas da cultura da mandioca, o inseto ataca de forma silenciosa no início da infestação — quando os sintomas aparecem, a produtividade das raízes já pode estar comprometida.

 

O mandarová é uma das pragas de maior impacto econômico para a cultura da mandioca. A voracidade das lagartas coloca em risco toda a parte aérea da planta, incluindo os ramos mais finos, e em ataques intensos o inseto pode dizimar um mandiocal em poucos dias.

Ataque pode avançar rapidamente

As lagartas consomem a área foliar da mandioca em pouco tempo, provocando desfolha intensa na lavoura. No início da infestação, a praga age de forma pouco perceptível — quando os sintomas se tornam visíveis a olho nu, o potencial produtivo das raízes já pode estar comprometido. A ocorrência do mandarová é considerada imprevisível, podendo surgir em qualquer época do ano, a depender da região de cultivo.

Por que a desfolha prejudica a raiz

A perda das folhas compromete diretamente a fotossíntese da planta, interrompendo seu crescimento, reduzindo o teor de amido e diminuindo o peso das raízes comercializáveis.

O técnico Antônio Clebson Cameli Santiago, da Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio de Cruzeiro do Sul (AC), explica que as lagartas se alimentam de folhas da mandioca de qualquer idade, e que o desfolhamento, além de enfraquecer o sistema da planta, expõe mais o solo ao sol e favorece o surgimento de plantas invasoras. “A praga pode não matar, mas fragiliza e interfere em todo o ciclo produtivo da planta. Ou seja, a lavoura sofre com a praga e com a infestação de plantas daninhas. E quem perde é produtor”, afirma o técnico.

Monitoramento constante é a principal defesa

Diante do risco de avanço rápido do ataque, o técnico reforça que o produtor deve visitar os roçados regularmente para não ser pego de surpresa. “Com visitas regulares aos roçados, o produtor pode agir no momento certo. Em muitos casos as pragas se desenvolvem em grande velocidade e causam perdas severas. Quando identificada no início de seu ciclo, aumenta a chance de controle e evita o comprometimento da produtividade dos cultivos e possíveis prejuízos econômicos para o produtor”, destaca.

Formas de controle recomendadas

Entre as principais alternativas de manejo estão:

  • Catação manual das lagartas, indicada especialmente para lavouras de pequeno porte;
  • Controle biológico, realizado principalmente pelo besouro Calosoma sp., além de parasitoides de ovos (Trichogramma spp.) e de lagartas (Belvosia sp. e Oxysarcodexia sp.);
  • Baculovírus, aplicado com sucesso contra lagartas pequenas, e Bacillus thuringiensis, também recomendado para essa fase inicial da praga;
  • Controle químico, realizado com inseticidas específicos e seletivos aos inimigos naturais, registrados para a cultura.

O uso de inseticidas químicos deve ocorrer apenas quando houver real necessidade, para evitar que os inimigos naturais das pragas desapareçam junto com a aplicação — o que pode gerar desequilíbrio ambiental na área da lavoura.

Atenção à bula do produto

Caso o produtor opte pelo controle químico, a recomendação é procurar um técnico e seguir rigorosamente as orientações da bula no momento da aplicação, evitando problemas relacionados ao uso incorreto do produto.


FONTE: Portal Agrolink (ficha técnica “Mandarová”, por José Luis da Silva Nunes, Eng. Agrônomo) e matéria “Publicação recomenda práticas para o controle de pragas da mandioca” (Agrolink, com base em conteúdo da Embrapa Acre); publicações complementares em redes sociais especializadas em mandiocultura.

Redação

Agro101

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *