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Dica: como a energia solar pode ajudar o produtor a gastar menos e lucrar mais

Quem usa bomba d’água, resfriador de leite, ordenha ou aviário sabe o peso da conta de luz no custo da produção. Com painéis que duram cerca de 25 anos e crédito do Banco do Nordeste, a energia solar pode transformar esse gasto em economia, desde que o projeto seja bem planejado.

Você já conhece as placas solares. Mas sabe o que elas podem fazer pelo bolso de quem depende da energia elétrica para produzir?

O primeiro benefício é direto: a energia gerada pelos painéis abate o valor da conta de luz. Na propriedade, isso vale para bomba d’água, irrigação, resfriador de leite, ordenha, iluminação, cerca elétrica e aquecimento de aviários. Cada real que deixa de ir para a conta de energia reduz o custo de produção e fica no caixa da propriedade.

O segundo é a duração. Empresas do setor informam que os painéis têm vida útil de cerca de 25 anos e pedem pouca manutenção, basicamente a limpeza periódica das placas. As estimativas do ramo indicam que o investimento costuma se pagar entre 2 e 7 anos, conforme o consumo e o tamanho do sistema. Depois disso, a economia continua por muitos anos.

O terceiro é a previsibilidade. Gerando parte da própria energia, o produtor fica menos exposto aos reajustes da conta de luz e planeja melhor os gastos. O sistema também pode valorizar o imóvel.

E sol não falta. No Maranhão, a incidência solar é alta durante todo o ano, e o estado já passou de 1,02 GW de potência instalada em geração distribuída solar, segundo dados da Aneel.

Para não tirar dinheiro do caixa da produção, o Banco do Nordeste oferece o Agroamigo Sol, para agricultores familiares, com juros e limites do Pronaf, e o FNE Sol, para produtores rurais, com prazo de até 12 anos e carência de até 36 meses.

Um cuidado importante: pela Lei 14.300, quem usa a rede da distribuidora paga uma parte da tarifa de distribuição, o chamado Fio B, que em 2026 chega a 60%. Essa cobrança precisa entrar na conta.

Na prática, a dica vale principalmente para quem tem a energia elétrica como um dos custos da produção, como quem irriga, cria aves ou produz leite no Médio Mearim. Antes de instalar, separe as últimas contas de luz para saber quanto a propriedade consome, peça mais de um orçamento e exija uma simulação de economia que já inclua a cobrança do Fio B. Com esses números em mãos, fica mais fácil saber se o sistema cabe no bolso e em quanto tempo o dinheiro volta.

Energia solar não é só tecnologia: bem planejada, é uma forma de baixar o custo de produção por décadas. Faça as contas, compare propostas e converse com o Agroamigo antes de decidir.

FONTE:
Canal Solar (dados da Aneel); Banco do Nordeste (páginas oficiais do Agroamigo Sol e do FNE Sol); Reonic/pv magazine Brasil e O Antagonista (regras da Lei 14.300); Maranhão Hoje; blogs de empresas do setor solar (Aegro, HCC Energia Solar, Sharenergy, Wieza Energia)

Redação

Agro101

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