Após o registro da Indicação Geográfica pelo INPI, a Cooperativa dos Produtores de Tiquira e Agricultores Familiares, de Urbano Santos, começou a montar com o Sebrae um plano de ação. A prioridade é organizar a produção, com equipamentos, estrutura e regularização, antes de buscar novos mercados.
A Tiquira do Maranhão começou uma nova fase depois de conquistar a Indicação Geográfica (IG). O registro, feito pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reconhece oficialmente a origem da bebida e a identidade do território onde ela é produzida. Agora, o desafio é preparar os produtores para aproveitar esse reconhecimento.
O primeiro passo foi dado na quarta-feira (7), em Urbano Santos. O Sebrae e parceiros promoveram um encontro com os integrantes da Cooperativa dos Produtores de Tiquira e Agricultores Familiares (COOPTAF), responsável pela Tiquira Guaribas, para começar a construir um plano de ação a partir das necessidades apontadas pelos próprios produtores.
Entre os problemas levantados estão a falta de equipamentos e de estrutura para produzir, a regularização, a mão de obra e a organização da cooperativa. O plano ainda está sendo elaborado, com a participação dos cooperados. A ideia é primeiro fortalecer a produção e a organização para, depois, avançar na venda e na busca por mercados no Brasil e no exterior.
Durante o encontro, a cooperativa recebeu o Caderno de Especificações da IG, documento que reúne as características e as exigências que precisam ser seguidas na fabricação da bebida. Seguir esse padrão é o que garante a identidade e a qualidade ligadas à Indicação Geográfica.
Para o presidente da COOPTAF, José Neres, a IG reconhece a história e o trabalho dos produtores, e agora é hora de se organizar e melhorar a produção. O gerente da Unidade Regional do Sebrae no Baixo Parnaíba, Gilson Menezes, explicou que o primeiro passo é fazer os produtores entenderem o que a IG representa e quais são seus benefícios, para depois ampliar as oportunidades de mercado.
Para os agricultores familiares do Maranhão, a experiência da Tiquira Guaribas mostra que um produto tradicional pode ganhar valor quando tem sua origem reconhecida. Mas o caso também deixa claro que o registro sozinho não resolve tudo: é preciso estrutura, regularização, mão de obra e organização coletiva para cumprir as exigências e chegar a novos mercados. Para quem produz de forma artesanal, trabalhar em cooperativa e buscar apoio técnico pode ser o caminho para transformar tradição em renda.
A Indicação Geográfica abriu a porta, mas o caminho passa pela organização dos produtores. O plano de ação da COOPTAF segue em construção e deve definir as prioridades da cooperativa.
