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Agricultoras de Roraima buscam no Piauí tecnologias para aproveitar melhor o caju

Comitiva da Embrapa Roraima, com pesquisadores e três produtoras da Associação de Mulheres Rurais de Roraima, participou do Caju Conecta 2026, em Picos (PI). O grupo visitou lavouras e agroindústrias de cajuína, polpas e doces para adaptar tecnologias de manejo e processamento à realidade de Roraima.

Em busca de ideias para fazer o caju render mais, uma comitiva da Embrapa Roraima foi a Picos, no Piauí, para participar do Caju Conecta 2026. O evento, em sua quarta edição, reúne pesquisa, tecnologia e produtores da cajucultura. O grupo teve sete empregados da Embrapa, quatro deles pesquisadores, e três agricultoras da Associação de Mulheres Rurais de Roraima (ASMURR), do município de Normandia (RR).

A programação incluiu visitas a propriedades com cajueiros no entorno de Picos, viveiros e áreas de produção, além de agroindústrias que fazem cajuína, polpa de frutas, doces e cristalizados. Houve ainda palestras, exposição de tecnologias, estandes de agricultores familiares e uma cozinha show com receitas à base do fruto. Em Fortaleza, a equipe conheceu os laboratórios da Embrapa Agroindústria Tropical.

Segundo a pesquisadora Hyana Lima, da Embrapa Roraima, a intenção foi mostrar a pesquisadores, agricultores familiares e equipe de apoio o potencial da cadeia do caju no estado. Para o chefe-geral da Embrapa Agroindústria Tropical, Gustavo Saavedra, o evento aproxima a pesquisa do produtor e funciona nos dois sentidos: os agricultores levam novas perguntas, muitas delas de baixo custo para a pesquisa responder.

O chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Roraima, Lourenço de Souza Cruz, destacou o contraste do clima. A comitiva visitou lavouras onde chove 500 milímetros por ano e as famílias vivem do caju. Em Normandia, onde as três agricultoras trabalham com a Embrapa, chove 1.100 milímetros por ano. Ele citou ainda o aproveitamento do fruto não só pela castanha, mas também para cajuína e refresco.

A presidente da ASMURR, Elexsandra Cavalcante Barbalho, afirmou que o grupo volta com conhecimento para replicar na comunidade e que a agroindústria é um sonho das produtoras. A partir da viagem, a Embrapa Roraima planeja adaptar tecnologias de manejo, melhoramento e processamento ao solo e ao clima do estado, com foco em renda e no aproveitamento integral do caju.

A experiência traz um recado para quem tem cajueiro na roça: o caju pode render bem mais do que a castanha. No Piauí, a comitiva viu cajuína, polpa, doces e cristalizados gerando renda, inclusive em áreas onde chove apenas 500 milímetros por ano. Para a agricultura familiar, aproveitar o fruto inteiro pode ser um caminho para aumentar o ganho. Antes de investir, vale buscar orientação técnica sobre manejo e processamento adequados à realidade de cada região.

O intercâmbio mostra que conhecer de perto experiências de outros estados ajuda a enxergar novas oportunidades. O próximo passo da Embrapa Roraima é adaptar as tecnologias vistas no Piauí às condições locais.

Fonte: Embrapa Roraima.

Redação

Agro101

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