Agricultores familiares, assentados, pescadores artesanais e comunidades tradicionais com contas atrasadas ainda podem aderir ao programa do governo federal até 20 de dezembro de 2026. Veja como conferir se a sua dívida se encaixa, quais documentos separar e por que não vale a pena esperar.
Ainda dá tempo, mas não é bom contar com a sorte. O Desenrola Rural, programa do governo federal para renegociar dívidas do campo e devolver o acesso ao crédito, recebe adesões até 20 de dezembro de 2026. Quem ainda não procurou o banco tem uma chance real de limpar o nome com desconto, sem multa e com mais prazo para pagar.
O primeiro passo é ver se você está no público do programa. Podem participar agricultores familiares, assentados da reforma agrária, pescadores artesanais, povos e comunidades tradicionais e cooperativas da agricultura familiar.
Depois, confira o tipo de dívida. O programa cobre contratos do Pronaf, débitos inscritos na Dívida Ativa da União, financiamentos dos fundos constitucionais, como o FNE, que atende o Nordeste, e o crédito instalação de assentados. Os descontos variam conforme a dívida e, no crédito do Incra para assentados, podem chegar a 96%.
O parcelamento segue o tamanho da conta: até 2 parcelas anuais para dívidas de até R$ 10 mil, até 5 entre R$ 10 mil e R$ 30 mil, até 8 entre R$ 30 mil e R$ 50 mil e até 10 acima de R$ 50 mil. E quem renegocia passa a poder contratar novo crédito com risco da União, o que antes não era permitido para quem tinha dívida em atraso.
O terceiro passo é saber onde a dívida está, porque é lá que se faz a adesão. Dívida Ativa se resolve no portal Regularize, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Fundos constitucionais, no Banco do Brasil, no Banco do Nordeste ou no Banco da Amazônia. Crédito instalação, no Incra. As demais, no banco onde o contrato foi feito.
Para o produtor do Médio Mearim, o caminho começa em casa: separe o contrato, os documentos pessoais e o CAF, o Cadastro da Agricultura Familiar. No atendimento, peça de forma clara as condições do Desenrola Rural. Se tiver dúvida, o sindicato rural e a colônia de pescadores podem ajudar. E não deixe para depois: enquanto a dívida não é renegociada, o nome continua sujo e o crédito para a próxima safra fica travado. Passado o prazo, acabam os descontos e a retirada de multas e juros de atraso.
O prazo ainda é longo, mas quem se adianta resolve com mais calma e volta antes a ter crédito. Lembre: 20 de dezembro cai num domingo, então não deixe para a última semana.
Fonte: AGRO 101, com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e do Banco do Nordeste – leia também
