Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Com 2º maior rebanho do Nordeste, Maranhão pode usar confinamento para vencer a seca

Segundo dados de 2023, o Maranhão tem mais de 10 milhões de cabeças de gado, atrás só da Bahia no Nordeste. Para o pequeno criador, guardar comida no período das chuvas e confinar parte do rebanho na seca, usando silagem, capineira e até torta de babaçu, pode evitar perda de peso dos animais.

O Maranhão é um dos grandes criadores de gado do Nordeste. De acordo com o Imesc, em 2023 o rebanho do estado chegou a 10,1 milhões de cabeças, crescimento de 7,4% em relação ao ano anterior, ficando atrás apenas da Bahia, que tinha 13,1 milhões.

O desafio aparece quando a chuva vai embora. Segundo a Embrapa, na seca o pasto perde proteína, energia e vitaminas, e o gado precisa de reforço na alimentação. Ainda assim, a maior parte da pecuária de corte brasileira segue no pasto, sem suplementação na seca.

Uma saída é o chamado “confinamento estratégico”, também conhecido como “sequestro”, usado para tirar parte dos animais do pasto nos momentos mais críticos da seca. Mas exige planejamento. A Embrapa orienta que o local tenha água, terra para plantar forragem como cana, capim-elefante, milho ou sorgo, e piso bem drenado, sem lama. Os custos também devem ser calculados antes da decisão.

O trabalho começa no tempo da fartura. A silagem deve ser feita no período chuvoso para ser usada na seca. A de milho é a mais rica em energia. Já a silagem de capim tem menor valor nutritivo, mas custa menos e sofre menos com veranicos. A cana também serve, mas sozinha não sustenta nem a manutenção do animal e precisa ser corrigida, e a forma mais simples e barata é usar ureia com sulfato.

No Médio Mearim, há um alimento à mão: o babaçu. Segundo o pesquisador Joaquim Bezerra Costa, da Embrapa Cocais, a torta de babaçu está entre os subprodutos mais usados na alimentação do gado de corte, enquanto o farelo integral do coco tem pouco valor por ser muito lenhoso. Uma cooperativa da região chegou a pedir pesquisas sobre o uso desses coprodutos na alimentação animal.

Na prática, o pequeno criador pode começar simples. Durante as chuvas, vale plantar capineira ou milho e sorgo para silagem, garantir água perto do curral e separar um espaço bem drenado para os animais. Também ajuda fazer as contas: quantos animais vão ficar presos, por quantos meses de seca e quanta comida será preciso guardar. A torta de babaçu comprada na própria região pode baratear a ração. Antes de montar a dieta, principalmente com ureia, o ideal é procurar assistência técnica, como a Agerp ou o Senar, para evitar erros e prejuízo.

O confinamento na seca começa a ser planejado nas chuvas. Quem guarda comida na fartura atravessa a estiagem com o gado em pé e sem vender animal na pressa.

FONTES:
Imesc – Embrapa – Giro do Boi / Canal Rural (Embrapa Cocais – babaçu):

Redação

Agro101

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *