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Maranhão segue em ritmo de expansão na produção de ovos, impulsionado pelo Matopiba, aponta Etene

Caderno Setorial do Banco do Nordeste aponta consumo interno aquecido, modernização das granjas e vantagem logística na alimentação das aves. Balsas lidera a produção estadual, seguida por Bela Vista do Maranhão.

A produção de ovos no Maranhão e em toda a região Nordeste segue em ritmo constante de expansão, impulsionada pelo consumo interno aquecido, pela modernização da infraestrutura das granjas e por vantagens logísticas na alimentação das aves. É o que aponta o Caderno Setorial do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), vinculado ao Banco do Nordeste (BNB).

A vantagem estratégica do Matopiba

Segundo o levantamento, a avicultura de postura no Maranhão é beneficiada por sua localização na região do Matopiba, que integra Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Essa área concentra uma fatia expressiva da oferta nacional de milho e soja — os principais insumos usados na nutrição das aves poedeiras. Ter a produção de grãos por perto favorece as margens de lucro e melhora os resultados financeiros dos avicultores maranhenses diante das oscilações do mercado.

Contexto regional

O Maranhão integra um bloco regional em forte crescimento. Segundo o Etene, a produção de ovos no Nordeste atingiu 10,83 bilhões de unidades, alta de 6,75%, consolidando uma fatia de aproximadamente 18% de toda a produção nacional de ovos.

Os polos produtores dentro do estado

Cruzando as tendências apontadas pelo BNB com dados oficiais de produção pecuária municipal do IBGE, referendados em análises do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), a produção de ovos de galinha in natura no Maranhão se concentra fortemente no sul e em áreas integradas do estado.

Balsas é isoladamente o maior município produtor de ovos do Maranhão, respondendo por cerca de 49,1% do total gerado no estado, com produções que superam os 120 milhões de unidades. Bela Vista do Maranhão ocupa a segunda posição no ranking estadual, com cerca de 25 milhões de unidades. Riachão, São João dos Patos e Pedreiras completam a lista dos cinco maiores produtores maranhenses.

Tecnificação e demanda firme

O estudo do Etene também aponta avanço gradual na modernização das granjas do Nordeste e do Maranhão, com migração para sistemas mais automatizados e com maior controle sanitário. Do lado da demanda, o consumo per capita brasileiro de ovos está projetado para atingir a marca histórica de 307 unidades por habitante ao ano, o que deve garantir que quase a totalidade da produção nacional — 98,58% — seja absorvida pelo mercado doméstico.


FONTE: Caderno Setorial Etene (Banco do Nordeste), com dados complementares do IBGE (Pesquisa da Pecuária Municipal) e do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc)

Redação

Agro101

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