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Produtora de Vitória do Mearim vence a estiagem com irrigação e fica em segundo lugar em prêmio estadual

Neide Fernandes, do povoado Cutia, superou a falta de chuva no plantio de maracujá com ajuda do Sebrae e agora deve aumentar a produção em quase 50%; ela ficou em segundo lugar no 12º Prêmio Sebrae Mulher de Negócios.

No povoado Cutia, zona rural de Vitória do Mearim, o dia de trabalho começa cedo, direto na terra. É lá que Luzineide Andrade Fernandes, conhecida como Neide, trabalha ao lado do marido, José de Ribamar, cuidando da plantação. Filha de lavrador, ela cresceu na roça e, aos poucos, foi transformando o trabalho da família em um negócio que agora está ganhando novos mercados — e reconhecimento.

Este ano, Neide participou pela primeira vez do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios e ficou em segundo lugar na categoria Produtora Rural e Artesanato. O resultado foi anunciado durante a Feira do Empreendedor 2026, em São Luís.

“Foi uma surpresa e uma emoção. Entre tantas mulheres, eu fiquei em segundo lugar. Foi gratificante e eu recebi a notícia tão feliz que é como se eu tivesse ficado em primeiro lugar, porque o reconhecimento nos enche de vontade de continuar”, conta a produtora.

O problema era a seca

O maior desafio da família sempre foi o mesmo que atinge muita gente no campo: a estiagem. No verão, a falta de chuva parava a produção de maracujá e limitava o que a propriedade conseguia produzir. A virada começou quando Neide procurou o Sebrae atrás de uma solução.

Por meio do Sebraetec — programa que dá desconto de até 70% no valor de consultorias técnicas para produtores rurais e pequenos negócios — ela contratou uma consultoria especializada e conseguiu implantar um sistema de irrigação na propriedade.

Produção deve crescer quase 50%

Com a irrigação, a família passou a produzir o ano inteiro, sem depender só da chuva. Antes, a colheita era de 1.500 frutos de maracujá por ano. Agora, com o sistema novo, a expectativa é chegar a 2.100 frutos por ano — um aumento de 48%.

“Com a consultoria do Sebrae, a gente conseguiu implantar a irrigação e aumentar e diversificar o nosso plantio. Além do maracujá, estamos cultivando melancia e banana. Com o apoio do Sebrae, a gente evoluiu. Eu vendo online, vendo na feira do município e vendo em casa. O negócio está prosperando”, relata Neide.

Para Adalberto Fraga, gerente da Unidade Regional do Sebrae em Pindaré-Alto Turi, com sede em Santa Inês, a história de Neide mostra que tecnologia e conhecimento técnico podem chegar até quem está na roça. “Quando conseguimos levar uma solução adequada para a necessidade de uma propriedade, o resultado aparece na produtividade, na diversificação e também na possibilidade de transformar a produção em negócio”, afirma.

Maranhão lidera inscrições no Nordeste

A conquista de Neide ganha ainda mais peso quando se olha o cenário do estado inteiro. Em 2026, o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios recebeu 650 inscrições no Maranhão, colocando o estado em primeiro lugar no Nordeste e em terceiro no país em número de inscrições — um crescimento de 48% em relação ao ano passado, quando foram 438 inscritas.

No povoado Cutia, Neide segue no dia a dia da roça ao lado do marido, com novos planos pra propriedade. O segundo lugar no prêmio, segundo ela, não é o fim da história — é um empurrão a mais pra continuar produzindo, diversificando e buscando novos mercados.


SERVIÇO

📌 Sobre o Sebrae: informações pelo Portal Sebrae (sebrae.com.br) ou Central de Atendimento — 0800 570 0800 (também no WhatsApp)
📱 Redes do Sebrae Maranhão: Instagram @sebraemaranhao / YouTube Sebrae Maranhão


FONTE: ASN Maranhão — Agência Sebrae de Notícias

Redação

Agro101

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