Desenvolvida pela Embrapa Agricultura Digital, com lançamento em 2026, a Embrapa Trace – Bovino de Corte junta informações sanitárias e ambientais dos lotes em um único parecer de conformidade. O documento funciona como um passaporte digital do produto brasileiro e busca facilitar o acesso a mercados exigentes.
A Embrapa disponibilizou para a cadeia da carne bovina uma ferramenta digital voltada à rastreabilidade, ou seja, ao acompanhamento do histórico dos animais e dos produtos. Chamada Embrapa Trace – Bovino de Corte, a plataforma foi desenvolvida pela Embrapa Agricultura Digital, em parceria com outras instituições, e tem 2026 como ano de lançamento.
A tecnologia confere e organiza as informações declaradas pelos próprios participantes da cadeia e integra certificações que já existem. Com isso, reúne as provas de sustentabilidade e rastreabilidade em um parecer único de conformidade, que a Embrapa compara a um passaporte digital do produto brasileiro.
No gado de corte, o protocolo considera etapas como abate e processamento, logística, controle de animais individualmente e em lotes, análise da Guia de Trânsito Animal (GTA) e raças, entre outros critérios. Entre as vantagens apontadas estão a checagem automática de critérios ambientais e sanitários por lote, a unificação de diferentes protocolos públicos e privados em uma só diretriz e o acompanhamento das informações da origem até a exportação.
A plataforma emite um sumário de conformidade digital, acessado por QR Code e auditável pela Embrapa, que serve de base técnica em negociações de acesso a mercados e diante de barreiras comerciais. Segundo a empresa, o uso de tokens digitais cria registros que não podem ser alterados, mantendo os dados do agronegócio sob controle nacional.
O acesso é feito pela Plataforma AgroAPI Embrapa, e a ferramenta também será integrada à Plataforma AgroBrasil +Sustentável, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A solução pode ser conectada a sistemas privados ou nacionais e atende produtores, frigoríficos, indústrias, exportadores, certificadoras, instituições financeiras e o varejo. O Maranhão aparece entre os estados de abrangência da tecnologia, que cobre todas as regiões do país.
Para o pecuarista do Maranhão e do Médio Mearim, o recado é que informação organizada tende a valer cada vez mais na hora de vender o gado. Manter a GTA em dia e registrar raças, lotes e movimentações do rebanho ajuda a comprovar a origem dos animais e as boas práticas da fazenda. Quanto mais completo o histórico, mais fácil atender às exigências de frigoríficos que vendem para mercados exigentes. A plataforma também busca padronizar regras que hoje variam de um protocolo para outro, o que pode simplificar a vida de quem cria.
A rastreabilidade ganha espaço como condição para a carne brasileira chegar a mercados exigentes. Organizar os registros do rebanho desde já é o primeiro passo para o pecuarista acompanhar essa mudança.
FONTE:
Embrapa (página oficial da tecnologia Embrapa Trace – Bovino de Corte)
