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Floricultura brasileira aposta em plantas que ajudam a limpar o ar para vender mais verde

A Cooperativa Veiling Holambra levou ao 32º Veiling Market (MERCADO DE LEILÕES), em Santo Antônio de Posse (SP), o conceito “Plante Ar Puro”, inspirado em iniciativa holandesa. A proposta reúne espécies ligadas à qualidade do ar em ambientes fechados e cria um novo argumento de venda para produtores, floristas e lojistas.

Samambaia, espada-de-são-jorge e lírio-da-paz sempre foram vendidas pela beleza. Agora, a floricultura brasileira quer vendê-las também por outro motivo: a contribuição que essas plantas podem dar à qualidade do ar dentro de casa.

A aposta foi apresentada no 32º Veiling Market, feira de negócios da Cooperativa Veiling Holambra realizada nos dias 10 e 11 de setembro, em Santo Antônio de Posse, na região metropolitana de Campinas (SP). O conceito recebeu o nome de “Plante Ar Puro” e é inspirado no “Air So Pure”, iniciativa já consolidada na Holanda.

Na feira, as espécies foram reunidas em uma bolha inflável transparente, montada para que o visitante entrasse e experimentasse a sensação de estar num ambiente de ar mais limpo. Entre as plantas apresentadas estão samambaia, espada-de-são-jorge, lírio-da-paz, antúrio, azaleia, areca-bambu, dracena, fícus-elástica, filodendro, peperômia, aglaonema e schefflera — todas conhecidas do consumidor brasileiro.

Segundo o material divulgado pela cooperativa, essas espécies são associadas à remoção ou retenção de substâncias que evaporam de tintas, vernizes, ceras, colas, solventes e produtos de limpeza.

Para Thamara D’Angieri, gerente de Marketing e Produto da Veiling Holambra, ligar cada espécie ao benefício que ela oferece amplia as possibilidades de venda e cria novas formas de apresentar o produto ao consumidor. Ela destaca ainda que a Primavera funciona como período de renovação e, por isso, abre oportunidade comercial para renovar jardins e levar mais verde para dentro dos ambientes.

Há, porém, uma ressalva no próprio material da cooperativa: a pesquisa que embasa o conceito é uma referência histórica importante, mas os resultados não devem ser interpretados como prova de que plantas domésticas, sozinhas, purificam significativamente o ar de uma casa ou substituem a ventilação e os sistemas convencionais de filtragem.

A edição de 2026 da feira reuniu 166 produtores e recebeu compradores de todo o Brasil, incluindo representantes de Ceasas e da Ceagesp, redes de supermercados, garden centers e floriculturas. O evento é decisivo para o setor: parte dos produtores chega a comercializar de 70% a 80% da produção do segundo semestre durante a feira, período que concentra Primavera, Finados, Natal e Réveillon.

Impacto para o produtor e para quem mora na cidade

Para quem está no campo, o recado é sobre valor agregado. A mesma planta, com a mesma muda e o mesmo custo de produção, passa a ser vendida por um benefício, e não apenas pela aparência. Quem tem estrutura simples — um viveiro, um telado, um canteiro de folhagens — pode enxergar aí uma renda complementar, já que as espécies citadas são de cultivo conhecido e mercado certo em datas como Finados e Natal.

Para quem mora na cidade, vale entender o limite: planta em vaso melhora o ambiente, dá conforto e bem-estar, mas não dispensa abrir a janela. Ventilação continua sendo o método mais eficiente e mais barato de renovar o ar de casa.

O setor de flores encontrou um jeito novo de apresentar um produto antigo. Para o consumidor, a dica é simples: leve o verde para dentro de casa pelo bem-estar que ele traz, sem abrir mão de manter os ambientes bem ventilados.

FONTES:
CNN Brasil (texto de Luciana Franco, reproduzido pelo portal O Seringal) e material de divulgação da Cooperativa Veiling Holambra, publicado por Novo Momento e Correio Regional São Paulo

Redação

Agro101

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