Drone agrícola novo parte de R$ 87 mil, segundo revenda autorizada, e o serviço terceirizado pode custar de R$ 100 a R$ 400 por hectare, conforme estudo da Embrapa Soja. Para quem tem pouca área, contratar tende a sair mais barato. A compra depende de uso frequente e de estrutura.
Antes de levar o drone para a lavoura, o produtor precisa decidir se compra o equipamento ou paga quem já tem um. A escolha depende do tamanho da área, de quantas vezes o drone vai voar por ano e da estrutura da propriedade.
Na compra, o preço pesa. Em tabela publicada em julho de 2026, a Drone Sense, revenda autorizada DJI de Ribeirão Preto (SP), informa que o modelo de entrada, o Agras T25P, com tanque de 20 litros, parte de R$ 87 mil. O T55, de 50 litros, sai a partir de R$ 130 mil, e os modelos maiores partem de R$ 180 mil. O kit traz drone, três baterias, carregador e curso de piloto.
Só que o drone é apenas parte da conta. A mesma revenda lista gastos por fora: baterias extras, que podem somar de 30% a 40% do valor do aparelho, gerador para recarga no campo, estrutura de água, veículo de apoio e equipamentos de proteção. Para quem quer prestar serviço, o empresário Eugênio Passos Schröder estima que o custo para abrir o negócio pode chegar a três vezes o preço do equipamento.
Na contratação, o produtor paga por hectare. Documento da Embrapa Soja lançado em 2025 aponta valores entre R$ 100 e R$ 400 por hectare, conforme relevo, distância, tipo de produto e complexidade do serviço. Nesse modelo não há investimento inicial, e a manutenção e a regularização ficam com o prestador.
Segundo a Drone Sense, uma operação comercial bem planejada costuma se pagar entre 14 e 24 meses. Quando o drone é usado só na própria terra, o retorno é mais lento. O pesquisador da Embrapa Rafael Moreira Soares recomenda análise cuidadosa antes da compra e lembra que dá para aproveitar veículos e misturadores que o produtor já tem.
Para financiar, o Banco do Nordeste tem linhas como o Pronaf Mais Alimentos, voltado a máquinas e equipamentos da agricultura familiar, com projeto técnico. Se o drone se enquadra, é preciso confirmar na agência.
QUADRO COMPARATIVO
| Comprar | Contratar | |
|---|---|---|
| Investimento inicial | A partir de R$ 87 mil (modelo de entrada), mais baterias extras, gerador, água e veículo | Nenhum |
| Custo por hectare | Cai quanto mais hectares o drone trabalha por ano | De R$ 100 a R$ 400 (Embrapa Soja) |
| Regularização | Cadastro na ANAC, curso de aplicação exigido pelo MAPA e equipamento homologado pela Anatel | Responsabilidade do prestador |
| Retorno do dinheiro | De 14 a 24 meses em operação comercial bem planejada (revenda); mais lento no uso próprio | Sem capital parado |
| Quando compensa | Uso frequente, área maior ou plano de atender vizinhos | Área pequena, uso ocasional ou falta de estrutura |
ANTES DE CONTRATAR, PEÇA AO PRESTADOR:
- o cadastro do drone na ANAC (Sisant);
- o comprovante do curso de aplicação exigido pelo MAPA;
- a receita agronômica do produto que será aplicado;
- o relatório do voo, com área, horário, temperatura e umidade.
Para o produtor do Médio Mearim, a conta pede cuidado. Para quem planta poucos hectares e pulveriza poucas vezes no ano, contratar o serviço evita deixar dinheiro parado em equipamento, bateria e gerador. A compra passa a fazer sentido quando o uso é frequente ou quando o produtor pretende atender vizinhos e transformar o drone em fonte de renda. Em qualquer caso, vale pedir orçamento a mais de um prestador e conversar com um técnico da Agerp antes de fechar negócio.
Drone é ferramenta, não obrigação. Antes de investir, faça as contas com a área real, o número de aplicações por ano e a estrutura disponível. Para começar, contratar pode ser o caminho mais seguro.
FONTES:
Embrapa Soja (Documento 474, via Revista Cultivar), Drone Sense (revenda autorizada DJI) e Banco do Nordeste
