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Carne, leite e ovos em alta: pecuária brasileira cresce no 1º semestre de 2026

Levantamento do Sistema CNA com dados do IBGE mostra que o Brasil abateu 21,0 milhões de bovinos, 31,0 milhões de suínos e 3,39 bilhões de frangos entre janeiro e junho. A captação de leite chegou a 13,4 bilhões de litros e a produção de ovos, a 29 bilhões de unidades.

A pecuária brasileira fechou o primeiro semestre de 2026 produzindo mais em todas as frentes. O balanço é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que reuniu os dados das pesquisas trimestrais do IBGE e comparou janeiro a junho deste ano com o mesmo período de 2025.

  • Boi: foram 21,0 milhões de cabeças abatidas, alta de 2,4%. A produção de carne bovina chegou a 5,40 milhões de toneladas, 4,1% a mais. Fêmeas e novilhas representaram 49% dos animais abatidos. Somente no 2º trimestre, o abate de fêmeas caiu 1,9% em relação ao mesmo período de 2025.
  • Porco: o abate somou 31,0 milhões de cabeças, crescimento de 4,8%. A produção de carne subiu 6,4%, para 2,93 milhões de toneladas. O peso médio da carcaça ficou em 94,5 kg, 1,5% maior.
  • Frango: os frigoríficos abateram 3,39 bilhões de aves, 3,2% a mais, e a carne de frango somou 7,47 milhões de toneladas, alta de 6,0%.
  • Ovos: a produção chegou a 29 bilhões de unidades, crescimento de 1,1%.
  • Leite: a captação alcançou 13,4 bilhões de litros, 1,8% acima de 2025, o que representa 242 milhões de litros a mais. A Região Sul puxou o resultado, com alta de 5,8%.

Um ponto chama atenção. Nas três carnes, a produção em toneladas cresceu mais que o número de animais abatidos, sinal de que os animais estão indo mais pesados para o abate.

No Maranhão, o boi seguiu outro caminho. No 2º trimestre, o estado ficou entre as maiores quedas no abate de bovinos do país, com 32,27 mil cabeças a menos que em 2025.

Para o produtor, o semestre mostra frigoríficos e laticínios comprando mais, o que abre espaço para quem tem animal e leite para vender. Os números também mostram que peso faz diferença: animal mais pesado rende mais carne e mais dinheiro por cabeça. Com menos fêmeas indo para o abate no 2º trimestre, mais vacas ficam no pasto para produzir bezerros. No Médio Mearim, onde o abate de bois caiu no estado, o criador deve acompanhar de perto o preço da arroba antes de negociar.

O semestre confirma a pecuária brasileira em crescimento, com mais carne, leite e ovos. O desafio para o Maranhão é recuperar o ritmo do abate de bovinos no segundo semestre.

FONTE:
Sistema CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, com dados do IBGE. Informações complementares: Agrimidia, AF News, Campo Grande News

Redação

Agro101

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