Pesquisas da Embrapa Gado de Corte mostram que os pastos brasileiros costumam ser pobres em minerais como fósforo, sódio, cobre e zinco. Fornecer sal mineral o ano todo, em cocho coberto e com espaço para todo o lote, ajuda o rebanho a crescer e a produzir melhor.
Sal mineral no cocho não é gasto, é investimento. Segundo a Embrapa Gado de Corte, os minerais somam cerca de 40% do peso dos ossos do boi e participam do crescimento, dos hormônios e do funcionamento do organismo. O problema é que o capim, sozinho, quase nunca entrega o que o animal precisa.
Por que mineralizar
Em levantamento da Embrapa Gado de Corte, os teores de sódio, zinco, cobre e fósforo ficaram abaixo do necessário para o bovino em mais de 70% das amostras de pasto. No Cerrado do Brasil Central, a instituição aponta como deficientes o fósforo, o sódio, o cobre, o cobalto, o iodo e o zinco.
Quando fornecer
O ano todo. O boi guarda reservas de alguns minerais, como cobre, cálcio e fósforo. Outros, como zinco, sódio e manganês, precisam chegar sem parar, inclusive na seca. Nas águas, quando o capim cresce, a resposta ao sal mineral costuma ser maior. As categorias mais exigentes são as fêmeas em produção, principalmente as novilhas prenhes, e os animais jovens que ganham peso rápido.
Como fazer certo
- Cocho coberto, em local protegido do vento e da chuva;
- Cochos em número suficiente e de fácil acesso, inclusive para os bezerros;
- Abastecimento regular, sem deixar faltar.
Na seca, sal com ureia pede cuidado
O sal mineral com ureia é a opção mais barata para a seca e serve para manter o peso, desde que haja capim, mesmo seco. A Embrapa recomenda cerca de 100 g por unidade animal e no mínimo 6 cm de cocho por cabeça. A adaptação é obrigatória: na primeira semana, 2 sacos de sal mineral comum para 1 de sal com ureia; na segunda, 1 para 1; da terceira em diante, só o sal com ureia. Mal usada, a ureia intoxica e pode matar. Por isso, não dê a animais em jejum ou muito magros, e use cocho furado e em desnível, para não juntar água.
Para o pecuarista do Médio Mearim, em plena seca, a mineralização não pode parar. Com o pasto fraco, vale conversar com o técnico sobre o sal com ureia ou o proteinado. Segundo a Embrapa, o proteinado pode render ganhos de 200 a 400 g por cabeça por dia em pastos com boa oferta de capim e lotação de 1 unidade animal por hectare. Vacas bem mineralizadas também produzem mais leite na lactação e parem bezerros com reservas de minerais. E quando as chuvas voltarem, o sal mineral costuma dar ainda mais retorno.
Mineral certo, no cocho certo e sem faltar: é assim que o rebanho aproveita melhor o pasto. Na dúvida sobre a mistura ideal para sua região, procure a assistência técnica.
Fonte: Embrapa Gado de Corte
