Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Arroba do boi gordo sobe com oferta curta e frigoríficos em busca de animais

O preço da arroba do boi gordo voltou a subir na terça-feira (6) nas principais praças do país, segundo a consultoria Safras & Mercado. Com pouca oferta de animais e escalas de abate de cinco a sete dias úteis, os frigoríficos seguem comprando boiadas e elevando os valores oferecidos.

O mercado do boi gordo manteve o ritmo de alta na terça-feira (6). Segundo a consultoria Safras & Mercado, a oferta de animais continua restrita. As escalas de abate, que mostram quantos dias de abate os frigoríficos já têm garantidos, estão entre cinco e sete dias úteis. Com isso, as indústrias seguem ativas na compra de boiadas.

Em São Paulo, a arroba passou de R$ 366,42 para R$ 375,58. Em Minas Gerais, foi de R$ 360,29 para R$ 365,29. Em Mato Grosso do Sul, subiu de R$ 358,30 para R$ 364,32. Goiás saiu de R$ 353,57 para R$ 358,57, e Mato Grosso, de R$ 341,62 para R$ 345,88.

De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, os grandes frigoríficos também aumentaram os preços oferecidos. Mesmo assim, a diferença entre os valores negociados ainda é grande. Para ele, “a perspectiva de curto prazo permanece favorável a novos reajustes da arroba”.

No atacado, a carne bovina também se valorizou, puxada pela boa reposição na semana do pagamento de salários. O quarto traseiro subiu R$ 0,50 e chegou a R$ 28,50 por quilo. O quarto dianteiro ficou em R$ 22,00 e a ponta de agulha, em R$ 20,50 por quilo. Segundo Iglesias, o principal freio para novas altas é a carne bovina estar menos competitiva que o frango e a carne suína, que seguem mais baratos para o consumidor.

Nas exportações, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil faturou US$ 1,226 bilhão com carne bovina fresca, refrigerada ou congelada em setembro, com 195,188 mil toneladas embarcadas. Na comparação com setembro de 2025, a média diária caiu 30,6% em valor e 38% em volume. Já o preço médio da tonelada subiu 11,9% e ficou em US$ 6.284,70.

Para o pecuarista, o momento indica mercado firme para quem tem boi pronto, já que os frigoríficos precisam de animais para manter as escalas. Quem tem gado terminado pode ganhar força na negociação, mas vale comparar propostas, porque os preços variam bastante entre compradores. As cotações divulgadas são de estados como São Paulo e Mato Grosso e servem de termômetro. No Maranhão, o produtor deve conferir os valores pagos pelos compradores da região antes de fechar negócio. A concorrência com o frango e o porco também merece atenção.

Com oferta curta e indústria comprando, a tendência apontada é de arroba firme no curto prazo. O produtor deve acompanhar as cotações de perto e negociar com informação na mão.

FONTE:
Canal Rural (Safras News)

Redação

Agro101

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *