Lawton Roberts, presidente da Tappi, entidade técnica norte-americana do setor, afirmou na terça-feira (6), em São Paulo, que a ampla base florestal e as fábricas de padrão mundial colocam o Brasil entre os principais protagonistas da indústria global de celulose e papel. A fala ocorreu durante o 58º Congresso ABTCP.
O Brasil ocupa lugar de destaque na construção da indústria mundial de celulose e papel. A avaliação foi feita na terça-feira (6) por Lawton Roberts, presidente e CEO da Tappi, sigla em inglês da Associação Técnica da Indústria de Celulose e Papel, durante o 58º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel, o ABTCP 2026, em São Paulo.
Para o dirigente, dois fatores explicam esse peso: a ampla base florestal do país e os investimentos em fábricas com padrão internacional. Na leitura dele, o Brasil não aparece só como participante, mas como um dos principais responsáveis pelos rumos do setor.
Roberts também defendeu que associações de diferentes países trabalhem de forma coordenada para acelerar o desenvolvimento da indústria. “Não nos vemos como concorrentes. Nós nos vemos como colaboradores em uma missão muito maior”, declarou. Segundo ele, a cooperação permite enfrentar com mais rapidez os desafios tecnológicos e ambientais.
O presidente da Tappi destacou ainda que o setor brasileiro contribui com conhecimento técnico, tem forte ligação com a indústria da América Latina e integra uma rede internacional formada ao longo de décadas de pesquisa e criação de normas e padrões. Ele defendeu mais oportunidades de troca de experiências e investimento na formação de profissionais e pesquisadores.
O congresso tem como tema “O Fortalecimento da Bioeconomia de Base Florestal”, que trata do uso de recursos renováveis, como a madeira plantada, para gerar produtos. O evento é promovido pela Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), em parceria com o Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF) e a Tappi. A programação segue até quinta-feira (8), no Transamerica Expo Center, com mais de 4.000 m² de exposição.
Para quem vive no campo, a fala reforça que a madeira plantada se tornou uma matéria-prima de peso no cenário mundial. A indústria de celulose e papel depende de árvores cultivadas, e o reconhecimento internacional do Brasil mostra que esse mercado segue em evidência. Para o produtor, vale acompanhar de perto o setor florestal como possível alternativa de renda, sempre com orientação técnica e estudo de mercado antes de investir. Durante o congresso, empresas também citaram a dificuldade de manter mão de obra no trabalho de campo, o que aponta procura por gente capacitada.
O recado deixado em São Paulo é que o Brasil já é visto como referência mundial em celulose e papel. Para a Tappi, cooperação entre entidades e formação de profissionais são caminhos para manter esse avanço.
FONTE:
CNN Brasil (complemento: Newspulpaper/ABTCP)
