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Cooperativismo de crédito cresce no Nordeste e abre caminho para o produtor rural

Dados do Banco Central mostram que o número de empresas associadas a cooperativas de crédito no Nordeste subiu 19,8% em 2025, mas apenas 1,6% da população da região é cooperada. Com o Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, o Pronaf conta com R$ 85,2 bilhões.

O cooperativismo de crédito avança no Nordeste e começa a ganhar espaço como alternativa de financiamento. Segundo o Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, divulgado pelo Banco Central, o número de empresas associadas a cooperativas de crédito na região cresceu 19,8% em 2025, o maior avanço entre as regiões do país nesse público.

A presença, porém, ainda é pequena. No fim de 2025, só 1,6% da população nordestina era associada a uma cooperativa de crédito, contra 8,4% na média nacional e 26,3% no Sul. Apenas 16,1% dos municípios do Nordeste tinham unidade física de cooperativa, o menor índice do país.

No crédito rural, o peso do modelo já é grande em nível nacional. As cooperativas respondiam por cerca de 22% do crédito rural para pessoa física, com carteira de aproximadamente R$ 153,3 bilhões e crescimento de 16,9% no ano. Pequenos e médios produtores somavam 73% dessa carteira, que ainda está concentrada no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste.

Numa cooperativa, o produtor não é apenas cliente: é sócio, tem direito de participar das decisões e dos resultados.

Os recursos para o campo vêm do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, lançado pelo governo federal com R$ 97,3 bilhões, sendo R$ 85,2 bilhões para o Pronaf. Os juros para a produção de alimentos caíram de 3% para 2% ao ano e, para sistemas agroecológicos e orgânicos, de 2% para 1%. O Pronaf B passou a ter limite de R$ 74 mil por família.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em geral são exigidos o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) ou a DAP, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regular, comprovante de posse ou propriedade do imóvel e projeto técnico ou proposta simplificada.

Para o produtor do Médio Mearim, o avanço das cooperativas de crédito pode significar mais uma porta de acesso ao crédito rural, com atendimento próximo e participação nas decisões. Como a presença ainda é pequena na região, o primeiro passo é verificar se há cooperativa de crédito no município ou em cidades vizinhas. Antes de buscar financiamento, vale manter o CAF e o CAR em dia. Outro alerta: segundo o Banco Central, cerca de 88% da carteira rural das cooperativas não tinha seguro agrícola, o que reforça a importância de proteger a produção.

O cooperativismo de crédito cresce no Nordeste, mas ainda tem muito espaço para chegar ao campo. Com documentos em dia, o produtor pode aproveitar o Plano Safra 2026/2027, que vale até 30 de junho de 2027.

FONTE:
Banco Central do Brasil (Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo 2025), com dados divulgados pelo Portal do Cooperativismo Financeiro; Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (gov.br/mda); CNN Brasil; Jornal de Brasília

Redação

Agro101

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