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Formado em tecnologia, produtor de Estreito produz mais de 3 mil ovos caipiras por dia

Há dois anos, Luciano Cardoso e o cunhado começaram a produzir ovos caipiras na zona rural de Estreito, no Maranhão. Com planejamento, sistema próprio de controle e foco em qualidade, a granja chega a cerca de 3.300 ovos diários e já abastece mercados do Maranhão e do Tocantins.

Luciano Cardoso é formado em tecnologia da informação, mas foi no campo que encontrou o seu negócio. Na zona rural de Estreito, na Região Tocantina do Maranhão, a granja que ele mantém com o cunhado produz hoje cerca de 3.300 ovos caipiras por dia.

A ideia surgiu de uma sugestão do irmão. Há dois anos a produção começou, e hoje os ovos chegam a mercados de vários municípios do Maranhão e do Tocantins.

O primeiro passo foi estudar. “Antes de colocar o primeiro tijolo, nós estudamos tudo”, contou Luciano ao Sebrae Maranhão. A pesquisa passou pela escolha das linhagens de aves, pelo manejo, pela estrutura dos galpões e pelo mercado. A meta era trabalhar dentro das normas desde o início.

Os primeiros ciclos trouxeram erros e acertos. Os galpões ganharam mais ventilação para reduzir o estresse das aves, e o manejo foi ajustado para diminuir perdas. O próprio Luciano cuidou dos registros e certificações da atividade, incluindo etapas ligadas ao Serviço de Inspeção Federal (SIF).

Vender também exigiu paciência. No começo, os ovos eram pequenos, algo natural nas primeiras posturas, e foi preciso mostrar aos clientes que a cor da casca não muda a qualidade. Em vez de brigar por preço, a granja buscou quem valorizasse o produto. Hoje a procura já passa da capacidade de produção.

Na propriedade, quase nada se perde. A água da lavagem dos ovos irriga plantas, a cama de frango é vendida como adubo e os ovos trincados vão para a mesa das famílias da equipe. Para controlar tudo, Luciano criou um sistema próprio de gestão. Os próximos passos incluem automação e classificação dos ovos.

A história mostra que ovo caipira pode virar negócio de verdade. Para quem já cria galinha e quer crescer, o caminho passa por estudar antes de investir, cuidar do galpão, anotar os números da produção e se legalizar para vender a compradores maiores. Aproveitar a cama de frango como adubo também gera renda extra. O Sebrae Maranhão oferece o programa ALI Rural, que ajuda a implantar melhorias na propriedade, e o Sebraetec, que subsidia consultorias em produtividade, qualidade, adequação sanitária e certificações.

A granja de Estreito prova que planejamento e controle fazem diferença no campo. O próximo passo é automatizar e ampliar a produção para dar conta da procura.

FONTE:
ASN Maranhão – Agência Sebrae de Notícias

Redação

Agro101

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