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Nordeste lidera seis culturas agrícolas no país, com destaque para sisal e castanha de caju

Um levantamento da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), feito com dados de 2024 do IBGE, mostra que a região responde por 100% do sisal, 99,56% da castanha de caju e 98,35% do melão produzidos no Brasil. O estudo também destaca cacau, uva e manga entre as lavouras de maior valor.

O Nordeste responde por praticamente toda a produção brasileira de algumas lavouras. O dado está no Perfil Produtivo Agrícola, estudo da Sudene elaborado a partir da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2024, pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento reúne informações de 20 culturas, permanentes e temporárias. Ele mostra produção, área colhida, rendimento, valor da produção e distribuição dos cultivos entre os municípios nordestinos.

O agave, conhecido como sisal, tem 100% da produção nacional concentrada na região, com 93,3 mil toneladas em 2024. Na castanha de caju, foram 158,5 mil toneladas, o equivalente a 99,56% do total do país. O melão aparece com 98,35% da produção brasileira, cerca de 803 mil toneladas. A região ainda responde por 99,42% da fava e 95,56% da mamona.

Na manga, a participação nordestina chega a 82,11%, com aproximadamente 1,51 milhão de toneladas. O polo de fruticultura irrigada do Vale do São Francisco tem papel importante nesse resultado. Guaraná, coco-da-baía, maracujá, uva, goiaba e cacau também estão entre as culturas em que a região tem participação relevante no país.

Em valor de produção, o cacau ficou à frente entre as lavouras permanentes, com cerca de R$ 6,5 bilhões em 2024. Foram aproximadamente 137,2 mil toneladas, a maior parte no sul da Bahia. Depois vêm a uva, com R$ 5,2 bilhões, e a manga, com R$ 2,9 bilhões. Juntas, as três somaram cerca de R$ 14,6 bilhões na região.

Na avaliação da Sudene, os números mostram uma agricultura nordestina mais variada e especializada do que a imagem tradicional ligada à produção de subsistência. Áreas irrigadas, uso de tecnologia e concentração de cadeias produtivas em alguns municípios permitiram o surgimento de polos competitivos, principalmente na fruticultura.

Para quem produz no Maranhão, estado que faz parte do Nordeste, o estudo mostra onde a região já tem força no mercado nacional. Castanha de caju, fava e mamona, por exemplo, têm quase toda a produção brasileira concentrada em terras nordestinas. Isso mostra que a região é referência nesses produtos. Além disso, o levantamento traz a distribuição das lavouras por município. Essa informação pode ajudar produtores, técnicos e prefeituras a conhecer melhor a realidade de cada cidade na hora de planejar o que plantar e para onde vender.

Os números mostram um Nordeste com lavouras de peso no cenário nacional. O painel ainda permite comparar a evolução das culturas entre 2014 e 2024 e acompanhar as mudanças na região.

FONTE:
CNN Brasil (Luciana Franco), com dados da Sudene e do IBGE

Redação

Agro101

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