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Eleição de 2026 mantém bancada do agro forte no Congresso e renova nomes no Senado

Análise da jornalista Fernanda Pressinott, da CNN Brasil, aponta que o resultado das urnas deste domingo preservou o núcleo ruralista na Câmara e levou ao Senado novos nomes ligados à produção rural. Segundo a avaliação, o setor chega a 2027 com poder para influenciar orçamento, comissões e o próximo governo.

O agronegócio deve continuar entre os grupos mais organizados do Congresso Nacional a partir de 2027. A avaliação é da jornalista Fernanda Pressinott, que comanda o CNN Agro, em análise publicada nesta segunda-feira (5), após as eleições legislativas.

Antes da votação, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) somava cerca de 355 parlamentares, e mais de 75% deles tentaram a reeleição. Segundo a análise, as urnas mantiveram boa parte desse grupo na Câmara dos Deputados e aumentaram a presença de políticos ligados ao campo no Senado. A formação definitiva da frente para a próxima legislatura, no entanto, ainda não está fechada.

No Senado, onde duas das três vagas de cada estado estavam em jogo, houve saídas e chegadas. Em Mato Grosso, Carlos Fávaro e Jayme Campos deixam a Casa, e entram o ex-governador Mauro Mendes e Zé Medeiros. Em Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina segue com mandato até 2031 e terá ao lado Reinaldo Azambuja e Capitão Contar. Evair de Melo foi eleito pelo Espírito Santo. No Tocantins, Eduardo Gomes foi reeleito e Alexandre Guimarães conquistou a outra vaga. No Rio Grande do Sul, Luis Carlos Heinze sai, e as cadeiras ficaram com Sanderson e Marcel van Hattem, que, conforme a análise, não têm a mesma ligação com o setor.

Na Câmara, seguem nomes como Pedro Lupion, presidente da FPA, e Luiz Nishimori. A análise destaca que PL, PP, União Progressista, Republicanos e PSD reúnem grande parte da bancada, o que dá ao agro poder de influência até sobre um governo que não seja identificado com o setor.

Para quem planta e cria, o assunto interessa diretamente. De acordo com a análise, o primeiro teste da nova bancada será o orçamento, que define recursos para o Plano Safra, o seguro rural, o crédito, a renegociação de dívidas, a infraestrutura e a defesa agropecuária. Também seguem em debate temas como marco temporal, licenciamento ambiental, regularização de terras e defensivos agrícolas. Uma bancada forte, segundo a avaliação, não garante a aprovação de tudo, mas dá ao setor mais espaço para discutir como as regras serão feitas.

O recado das urnas é que o campo segue com voz ativa em Brasília. O próximo passo será acompanhar a formação da nova FPA e as negociações do orçamento de 2027.

FONTE:
CNN Brasil – Blog Fernanda Pressinott (CNN Agro)

Redação

Agro101

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