O Índice de Preços ao Produtor, divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira (30), mostra que os alimentos ficaram 1,99% mais caros na porta das fábricas em agosto. Foi a terceira alta seguida, puxada por arroz, carne bovina e resíduos da extração de soja, e os alimentos lideraram o aumento de 0,36% da indústria.
Os alimentos vendidos pelas indústrias brasileiras ficaram 1,99% mais caros em agosto, na comparação com julho. O dado é do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice acompanha os preços na chamada porta de fábrica, ou seja, o valor cobrado pela indústria quando vende seus produtos.
Foi a terceira alta seguida do setor e a maior desde novembro de 2024, quando o aumento chegou a 2,18%. No ano, os alimentos acumulam alta de 2,7%. Em 12 meses, ainda existe uma queda de 0,38%, mas bem menor que a de janeiro, quando o recuo era de 9,92%.
Os alimentos foram o setor que mais pesou no resultado da indústria como um todo. A indústria subiu 0,36% em agosto, depois de cair 0,83% em julho, e 0,47 ponto percentual dessa alta veio dos alimentos.
Entre os itens que mais puxaram os preços estão o arroz semibranqueado ou branqueado, as carnes bovinas frescas ou refrigeradas e os resíduos da extração de soja, que é o material que sobra depois que o óleo é retirado do grão. As rações e outras preparações para alimentação animal fizeram o caminho contrário e ajudaram a segurar o índice.
Segundo o IBGE, o arroz subiu porque o arroz em casca ficou mais caro, num cenário de oferta mais curta e procura forte. Na carne bovina, pesaram a demanda de fora do país e a desvalorização de 0,8% do real frente ao dólar entre julho e agosto. Os resíduos da soja acompanharam o aumento da procura mundial, diante da expectativa de clima ruim nos hemisférios Norte e Sul, além do efeito pontual do câmbio.
Juntos, esses quatro itens responderam por 1,65 ponto percentual da alta de 1,99% dos alimentos.
Para quem planta arroz, cria gado ou cultiva soja no Maranhão e no Médio Mearim, o índice mostra que arroz, carne bovina e derivados da soja estão entre os itens que mais subiram de preço na indústria em agosto. O levantamento mede o valor cobrado pelas fábricas, e não o preço pago diretamente ao produtor na roça. Mesmo assim, os motivos apontados pelo IBGE, como a procura forte, a oferta de arroz mais curta e o dólar mais alto, ajudam o produtor a entender o momento do mercado antes de negociar a colheita ou os animais.
Agosto trouxe alimentos mais caros na saída das fábricas, com arroz, carne e soja à frente. Acompanhar esses índices ajuda o produtor a planejar vendas e compras com mais segurança.
FONTE:
CNN Brasil (com dados do IBGE)
