Técnicos e pesquisadores reunidos no 1º Simpósio Fitossanitário do Matopiba, nos dias 15 e 16 de setembro, alertaram que o inseto pode atacar lavouras de feijão, soja, algodão e outras culturas logo no começo da safra. A praga suga a seiva e pode transmitir viroses que derrubam a produção.
A mosca-branca está entre as principais preocupações para a safra 2026/27 no Matopiba, região que reúne áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O alerta foi feito por técnicos e pesquisadores que participaram do 1º Simpósio Fitossanitário do Matopiba, nos dias 15 e 16 de setembro.
O inseto preocupa quem cultiva feijão, soja, algodão e outras lavouras. O maior problema é a rapidez com que ele se multiplica. Um foco pequeno pode virar infestação em pouco tempo.
O estrago acontece de mais de uma forma. A mosca-branca suga a seiva da planta e deixa as folhas cobertas por uma camada preta chamada fumagina. Ela também pode transmitir viroses, que são doenças causadas por vírus e reduzem tanto a produção quanto a qualidade da colheita.
Reconhecer o ataque cedo faz diferença. O sinal mais claro são pequenos insetos brancos na parte de baixo das folhas, que levantam voo quando a planta é balançada. Folhas meladas ou escurecidas e plantas amareladas ou enrugadas também merecem atenção.
A orientação é não esperar a praga se espalhar. O acompanhamento da lavoura deve começar desde os primeiros focos. Também é recomendado arrancar as plantas que nascem sozinhas na área e eliminar o mato que serve de abrigo para o inseto.
Se for preciso usar algum produto, a aplicação deve ser feita apenas com orientação técnica e receituário. No Maranhão, o produtor pode buscar apoio na Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp) ou na Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged).
Para quem planta no Maranhão e no Médio Mearim, o alerta é um convite para se preparar desde já. Uma lavoura atacada no início pode render menos e colher um grão de pior qualidade, e isso pesa no bolso na hora da venda. Olhar a roça com frequência, principalmente embaixo das folhas, e manter a área limpa de mato e de plantas que nascem sozinhas são cuidados simples que ajudam a evitar prejuízo. Antes de gastar com qualquer produto, o caminho mais seguro é conversar com um técnico.
Com a mosca-branca, a regra é agir cedo. Vigiar a lavoura desde os primeiros focos, limpar a área e só aplicar produto com orientação técnica são passos importantes para proteger a safra.
FONTE:
Pensar Agro, com informações do 1º Simpósio Fitossanitário do Matopiba
