Os embarques somaram 2,32 mil toneladas em agosto, o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica da Secex, em 1997. Foi também o primeiro crescimento na comparação anual desde fevereiro, com o Chile respondendo por mais da metade de tudo o que o Brasil vendeu.
As exportações brasileiras de ovos alcançaram em agosto o maior volume já registrado para esse mês desde 1997, quando teve início a série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O levantamento é do Cepea, que compila e analisa os dados da Secretaria.
Foram 2,32 mil toneladas embarcadas no mês, considerando ovos in natura e produtos processados. O volume ficou 13% abaixo do registrado em julho, mas superou em 9% o total exportado em agosto de 2025.
Segundo o Cepea, esse foi o primeiro avanço das exportações na comparação anual desde fevereiro deste ano — ou seja, depois de meses seguidos de queda frente ao ano anterior, os embarques voltaram a crescer.
O Chile se manteve como principal destino da proteína brasileira. Em agosto, o país sul-americano recebeu 1,21 mil toneladas de ovos in natura e processados, com leve recuo de 4% em relação ao mês anterior. Mesmo com essa redução, o Chile concentrou 52,3% de todo o volume exportado pelo Brasil no período.
Para quem cria poedeiras, a leitura precisa ser feita com pé no chão. O recorde é para o mês de agosto, e o volume caiu 13% frente a julho. Além disso, a exportação de ovos movimenta um volume pequeno diante do que o Brasil consome internamente, e mais da metade do que saiu do país foi para um comprador só, o Chile. Essa concentração é o ponto que merece atenção: quando um único destino responde por metade das vendas, qualquer mudança na demanda desse mercado pesa no resultado do setor.
O dado mais relevante aqui não é o recorde em si, mas o fato de as exportações voltarem a crescer na comparação anual depois de meses em queda. É um sinal de mercado que vale acompanhar nos próximos boletins.
FONTE:
Cepea — Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Esalq/USP)
